ESTE É O BLOG DO CRONISTA ESPORTIVO MARTINS ANDRADE SOBRE O FUTEBOL CEARENSE.
FUTEBOL BAIÃO-DE-DOIS - O NOSSO FEIJÃO COM ARROZ.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

DEDÉ

Lula Pereira está usando Dedé respaldado naquela antiga afirmação dos treinadores de que, quem é volante também é lateral (ala); quem é lateral pode jogar como ponta... e por ai vai.
Atacado o Ceará, Dedé fica atrás. É um primeiro volante disfarçado. Saída de bola pelo outro lado, Dedé permanece na dele, atrás. É um primeiro volante ou um terceiro zagueiro.
Se a bola passar do meio campo, Dedé aparece, vira ala, vai para o apoio.
No jogo Ceará e Bahia, Lula Pereira usou Mancuso junto com Michel e, em nossa opinião, foi a melhor partida em que dois volantes cumpriram bem suas funções porque Mancuso cobria a ala direita e permitia ao Dedé flutuar pelo lado.
Dedé, naquele jogo, apareceu bem melhor, mais solto, apoiando mais e com melhor eficiência.
É bem verdade que ontem não tinha o Mancuso.
Mas fica a observação para quando ele tiver condição.
Dedé com mais liberdade pode criar situações embaraçosas para os adversários do Ceará.
Ele é muito bom nessa função que o Lula Pereira criou para ele.
TEM COISA RUIM NA EXPOSIÇÃO.

Avaí veio fechado.
Em alguns momentos do jogo saía na tentativa de pegar o Ceará na surpresa.
Tentou surpreender umas três vezes, sobretudo quando descobriu que o pessoal da criação do alvinegro não cria nada. Não arma nada. Aliás, arma os contra-ataques dos times adversários.
Uma bola na trave foi o resultado dessas saídas furtivas do time Catarinense.
Ficou só nisso.
Lula Pereira mexeu, mas o resultado não veio.
A entrada de Vavá deu mais movimentação na frente. A bola ficou presa mais tempo naquele setor.
Depois a entrada de Sergio Alves. A melhora foi uma dízima periódica de zero.
A criatividade dos meios campistas alvinegros é um caso sério.
É lamentável que um time da grandeza do Ceará dependa da criatividade de jogadores que não tem condições sequer de segurar uma bola, ou passá-la a um colega a dez metros de distância.
Tem gente jogando muito pouco no time titular alvinegro.
Se alguns empresários usam o Ceará como vitrine para expor seus jogadores (produtos), a diretoria alvinegra deve tomar cuidado com o que está expondo.
Tem coisa ruim na exposição.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008






Técnico Cuca deseja contar com o atacante Ciel já no proximo jogo do Fluminense, que acontecerá sábado, no Maracanã, às 18,20h. Para isso, espera a regularização do jogador até quarta-feira.
Ciel já treina normalmente com seus companheiros e espera fazer dupla com Washington frente ao Coritiba.












domingo, 14 de setembro de 2008

MARCOS PARANÁ
Reclamou-se demais da atuação do Marcos Paraná como homem de criação no meio campo alvinegro.
Achava-se que a presença de um jogador de maior trato com a bola e mais poder de criação poderia aumentar o rendimento do time, e fazer a bola chegar aos homens de frente com mais qualidade. Sugerimos Lúcio para aquela função porque era um jogador que preenchia mais a característica observada.
Não deu em nada
Lúcio apresentou-se muito dispersivo, sem força, o que ensejou muitos contra ataques do Paraná. Com um agravo: não combatia quando perdia. Neste enfoque, méritos para o Marcos Paraná, que pelo menos combate.
Resultado: volta o Marcos Paraná.
CURTAS E RÁPIDAS

Ferroviário está contratando.
Tenta montar um time que seja pelo menos competitivo para o campeonato de 2009.
Pelo material humano que é anunciado, não há muita novidade no que está chegando.
Alguns retornam após empréstimos.
Vão para um novo recomeço, que está se tornando repetitivo.
Atletas que vão e voltam, repetidamente, apresentam uma virtude não muito elogiável.
Significa que não cresceram ou que, infelizmente, não irão a lugar nenhum como jogador de futebol.
UM ESPANTALHO QUE CRESCE.

Fortaleza vive momento difícil.
Torcida baixa a cabeça.
A terceira divisão rodando o Pici.
De um lado um time que não rende em campo.
De outro, uma diretoria correndo atrás de reforços, num esforço sobre-humano de se encontrar quem resolva dentro das quatro linhas.
Mas está difícil.
Quem possui essa qualidade, já se empregou ou está saindo de um clube de uma série inferior para outra superior, como é o caso de Ciel, que se transferiu do Ceará para o Fluminense.
Os que permanecem no elenco ou que chegaram depois, se dividem pela qualidade.
Dentre os que já estavam, alguns padecem de um melhor condicionamento físico para atingir o ponto ótimo de rendimento. É o caso dos jovens valores que estão sendo colocados em campo.
Sobretudo os atacantes.
Estes necessitam, mais que urgente, de trabalho de força.
Não que eles sejam estivadores ou vão carregar pedras, mas precisam desse tipo de trabalho.
Têm qualidades técnicas, mas são incapazes de segurar uma bola diante de um zagueiro mais parrudo.
Há, ainda, dentre os que já estavam, aqueles que caíram de produção ou relaxaram no condicionamento físico.
E dos que chegaram, uns entram, fazem um bom jogo, depois começam a apresentar suas reais condições técnicas e vão para o banco.
Como qualquer observador de futebol sabe, no banco não senta craque.
A não ser que o treinador seja louco, o que não é o caso de Heriberto da Cunha.
A terceira divisão está virando uma obsessão negativa para o torcedor tricolor, que se acentua após cada partida que o Fortaleza realiza.
Um espantalho que cresce rodada após rodada...

sábado, 13 de setembro de 2008

ESPELHO DE TÚLIO MARAVILHA.
Sérgio Alves retornou ao Ceará.
Para alguns apressados a volta do atleta em nada significa mudança.
Não é a reciclagem que o torcedor desejava.
Nem a que o futebol cearense almeja.
Não há nada de novo.
E não há realmente.
Acho que a diretoria, além de pensar na economia que fará com a negociação dos direitos trabalhista que tem com o jogador, aposta também no espelho que o veterano Túlio Maravilha vem tendo no brasileirão série B e tem feito no Vila Nova de Goiás.
Apesar da idade, Túlio é o artilheiro.
Nisso aposta a diretoria alvinegra, nisso reside a esperança do torcedor do Ceará.
Que Sérgio Alves seja o espelho de Túlio e faça os gols que os centro avantes mais jovens ainda não conseguiram fazer.

SEM ARTILHEIRO
A caça a um artilheiro faz sentido no Ceará.
Vavá sumiu com seus gols salvadores e na relação dos artilheiros da série B, Luis Carlos ainda desponta com 12 gols.
E já faz algum tempo que o cambota deixou o alvinegro.


CIEL JÁ TREINA NO FLU.
O jogador tem uma oportunidade de ouro nas mãos.
E uma responsabilidade sem medida para limpar seu nome da mangoça feita pela mídia, quando seu nome foi anunciado como contratado pelo Fluminense.
A mídia não explorou o bom futebol, nem o bom momento vivido pelo atleta, mas a barca em que viajava sempre.
Ciel chegou a dizer que ninguém tinha nada a ver com o que fazia com sua vida particular.
E bom que ele saiba que, embora a vida seja exclusivamente dele e pelo que a mídia falou sobre ele, tem sim.
Para apagar o que disseram, basta jogar o que vinha jogando..
O jogador foi incisivo e sua entrevista: "O Cuca falou de outros exemplos e me deu força. Vou dar muitas alegrias à torcida do Fluminense. Jamais vou decepcionar estas pessoas. Deus abriu esta porta para mim e hoje estou aqui. Vou dar a volta por cima e vou calar a boca de quem falou mal de mim. Sei que errei e pedi para a diretoria do Ceará me multar. Aprendi com os erros",
Seja feliz, Ciel!

NÃO SABEM MAIS NEM COMO É
Estamos carentes de artilheiros.
Luis Carlos já se foi.
Dos que ainda estão jogando por aqui, Paulo Isidoro, do Fortaleza, fez 9 gols e Vavá, Ceará, 8.
Mas já faz tempo que esqueceram qual o formato de uma trave.

MAX, O MÁXIMO
Enquanto isso o América-RN deu um show no poderoso Vila Nova, com Túlio Maravilha e tudo, e uma excelente atuação do maranhense Max Brendon, 25, que marcou 4 gols.

NOSSOS AMIGOS PATROCINADORES